sexta-feira, 7 de maio de 2010

A Alice de Burton


Marcos Filipe Souza

Um dos filmes mais esperados, tanto para adultos quanto para as crianças, Alice no País das Maravilhas chegou às telas brasileiras no dia 23 de abril, em versões 2D e  3D. Dirigido por Tim Burton (Edward Mãos de Tesoura), as gravações começaram em maio de 2008. Alice (Mia Wasikowska, agora aos 19 anos, está em uma festa da nobreza em Oxford, onde vive, até que descobre que está prestes a ser pedida em casamento. Desesperada, ela foge seguindo um coelho branco e vai parar no País das Maravilhas, onde inicia sua aventura.

Ao começar o filme, o espectador se depara com algumas dúvidas: por que Alice mais velha? Casamento? Burton faz o público se reconhecer na história original de Lewis Carroll, o coelho aparece e a curiosidade da garota a faz cair bem na toca, onde ele queria.

Um aspecto importante é que o diretor funde os dois livros de Carroll, Alice no País das Maravilhas e Alice através do Espelho, criando uma lógica que ao final do filme é entendida por todos. Na verdade, a jovem volta ao mundo subterrâneo, após essas duas aventuras vividas, como uma última viagem de Alice.

Não podemos esquecer da grande influência de Tim Burton com o seu queridinho Johnny Depp. O diretor destaca seu Chapeleiro Maluco, mas o encanto de Alice, influenciada pela outra animação da Disney, deixa a figura de Deep de escanteio.

Muitos crítcos acharam uma produção fraca para o diretor. Mas na minha simples opinião de jornalista recém formado, digo que Tim Burton se superou. A trajetória de seus filmes são marcados pela melancolia, sombriedade e personagens caricaturados. Desta vez, vemos uma história infantil feita para adultos, mas que ao mesmo tempo não deixa de ser infantil.

Alice tem um traço de uma menina comum, como qualquer outra deve ser. Já os personagens do País das Maravilhas são caricaturados. Eles não deveriam ser? Óbvio que sim. São justamente eles que encantam o filme em muitas partes, pois em alguns momento o roteiro se perde nessa “Alice comum”.

Do campo de vista visual o único comentário feito é sobre a produção para o 3D. Cenários sempre amplos, com objetos sempre em movimento, como as folhas e galhos de arvores. Algo positivo ao meu ver, para quem espera uma produção em três dimensões. Um destaque para as cores fortes usadas durante o longa, como vermelho, rosa, roxo e azul; o que dá caracteristicas especiais em cada momento da aventura de Alice.

Cortem a cabeça
Em seu primeiro dia de exibição nos Estados Unidos, em 5 de março de 2010, o filme arrecadou cerca de 41 milhões de dólares. Um recorde para uma estreia realizada no mês de março. Nos primeiros 28 dias de exibição, arrecadou mais de US$300 milhões em bilheteria, tornando-se o 12º filme, e o segundo em 3D, a alcançar essa arrecadação em menos de um mês em cartaz.

Segundo o site Box Office Mojo, até agora, Alice no País das Maravilhas arrecadou mais de US$877 milhões em todo o mundo, s tornando assim o filme de animação de maior sucesso na história da Disney, o terceiro maior filme da história da Disney e o terceiro filme de maior sucesso em "animação" de todos os tempos.

No Japão, Alice arrecadou 700 milhões de ienes(13 milhões de reais), mais que o dobro que Avatar em sua estreia no país.

No Brasil o filme obteve uma grande repercussão. Mesmo seu lançamento vindo mais de um mês depois da estreia nos EUA e com algumas modificações na data.

A primeira data era dia 23 de abril. Depois os diretores da Disney no país mudaram a estreia para o dia 21 do mesmo mês, devido ao feriado de  Tiradentes. Porém, dias depois desse anúncio, os mesmos responsáveis mudaram novamente a data, voltando ao dia 23 de abril, com explicação que teria terá mais salas à disposição para o longa.

Dois dias em cartaz nos cinemas brasileiros foram suficiente para deixá-lo na primeira posição nas bilheterias do país, com uma arrecadação de mais de 10 milhões de reais, superando o longa de James Cameron, Avatar, com seus 8 milhões no mesmo tempo em cartaz. 

1 comentários:

Danielle Silva | 18 de maio de 2010 22:08

Gostei do filme, só acho que a questão do 3D falou tão alto que a versão normal acaba ficando empobrecida, por não ter o efeitos. Mas concordo com a superação do diretor, mesmo com as amarras na Disney.

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