Fotos e Texto: Larissa Wilson
O paraíso existe e está mais próximo do que se imagina. O arquipélago de Fernando de Noronha, distrito regional do Estado de Pernambuco, é um daqueles lugares capazes de nos deixar boquiabertos com tanta beleza.
Ao redor de morros e de uma vegetação rasteira e seca: o mar cristalino, cheio de corais reluzentes. Visuais indescritíveis, que atrai o olhar de forma especial. Fernando de Noronha é assim, difícil de explicar com palavras.
A imensidão do mar deixa qualquer ser humano pequeno e impotente. A natureza é grandiosa e reina de maneira singular na ilha. Aqui estão algumas fotografias da Baía do Sancho, da Praia do Cachorro, da Praia do Sueste e do Buraco da Raquel. Registros para lembrar por toda a vida.
*Clique nas fotos para ampliá-las.
Texto e Fotos: Cynthia Ferreira
São Paulo está sempre com pressa. Os passos devem ser rápidos e os olhares, atentos. Foi minha primeira vez naquela cidade cinza. Mas por trás deste cinza e das estações de metrô lotadas, há cores e formas fascinantes. Para descobrir, bastam uns dias de férias. A mistura de prédios altivos, velhos ou abandonados afirma sua condição de megalópole. Andar na Avenida Paulista me fez morrer de vontade de conhecer Nova York. O cinema cultural lotado em plena segunda-feira me deixou boquiaberta por dentro.
A moda anda de mãos dadas com São Paulo, claro. E como é interessante ver essa manifestação nas ruas! Looks ousados que retratam o lifestyle paulista: “não me importo com o que dizem”. E quem anda de óculos escuros dentro de um metrô, certamente não busca proteger os olhos, mas afirmar uma atitude, vestir uma máscara. São Paulo me fez perceber o nada que eu sei do mundo. Cidades pequenas fazem isso com a gente. Maceió, mesmo com quase um milhão de habitantes, ainda é uma capital capaz de sufocar quem sente ânsia de ver mais, viver mais e melhor. Este lugar me fez ser quem eu sou. Mas preciso ir para amar mais a terra onde nasci. Incondicionalmente.
- - -
Acabo de perceber que as fotografias deste ensaio não refletem tanto o que está exposto acima. De certa forma, essas palavras descrevem o meu estado de espírito. A memória e a escrita não deixam de ser registros. Vou deixar do jeito que está.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Texto e Fotos: Pei Fang Fon
Penedo é uma cidade que respira história. Seus moradores fazem questão de frisar isso em cada detalhe ao contribuírem através de suas lembranças para o enriquecimento histórico do lugar.
Através dos becos esquisitos existentes no centro da cidade é possível chegar sem medo a uma das mais belas vistas que Penedo proporciona. O Rochedo é um dos pontos turísticos mais visitados e é capaz de despertar diversas sensações por sua vista panorâmica e sua arquitetura.
Entre outros pontos importantes para serem visitados está a Igreja das Correntes, que surpreende pela sua história e pelas cores que se encontram no interior. Tons fortes e únicos deslumbram qualquer com tamanha beleza.
E o mais importante símbolo de Penedo, o Rio São Francisco, que deságua pela tangente trazendo e levando pessoas para o destino desejado. Balsas, barcos e viajantes, elementos que não podem faltar no dia-a-dia à beira do Velho Chico.
Por esta e outras razões é que Penedo encanta e faz com que o desejo de ‘quero mais’ seja cada vez mais forte.
Registros do organismo popular
Texto e Fotos: Isaac Moraes
É por vezes difícil explicar o popular, o dito vulgar, chulo, sem injustiça. Retratá-lo com a devida segurança, sem o perigo de tornar fútil a intenção, é uma tarefa mais árdua ainda. A multiplicidade de elementos, texturas, formas, cores, sabores e cheiros é tão abundante que o olho clínico e o bom senso têm que ser presença constante.
O povo possui, em suas manifestações sociais, algo de comum em todas as eras. As populações são, independente de ano, período ou época, ligadas por costumes similares. A feira, o mercadão, talvez sejam as ações mais comuns dessa comunhão de energias, é a exposição de um lado brutal e delicado, animalesco e solidário.
Da atmosfera sufocante da matéria podre ao odor enjoativo das frutas e flores à venda, o Mercado da Produção comporta-se, todos os dias, como um organismo vivo, como se remetesse ao Cortiço de Azevedo, verdadeiro personagem, força viva que comanda a tudo e a todos. A ideia de quantidade, tumulto, multidão, população, gente, bicho, homem, vegetal, o fluxo da energia vital do dinheiro, os sons e grunhidos de homens e mulheres se espremendo como micróbios é delirante e fascinante, assim como o risco presente nas entranhas de suas paredes ocres.
O observador perdoe qualquer espécie de melindre na tentativa de contenção da vida nas imagens. Foi com a melhor das intenções.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Na terceira edição da revista .bula você pode ver o ensaio fotográfico Poesia Concreta. Confira abaixo fotos exclusivas deste ensaio.
Texto: Larissa Wilson
Fotos: Larissa Wilson e Pei Fang Fon
No semblante das formas vemos apenas mistério. Casarões abandonados, sonhos ocultos, ruínas. A natureza viva misturando-se ao concreto morto. A beleza da arquitetura torna-se imponente aos olhos.
O ensaio fotográfico Poesia Concreta faz um registro da arquitetura urbana através dos detalhes das construções antigas. O bucolismo da flora brota entre o abandono dos prédios, os raios do sol iluminam espaços esquecidos e o contraste dos tons enriquece a essência da arte encravada nas fachadas.
O que a tradição construiu, hoje é destruído com o descaso. O ensaio Poesia Concreta vai além do registro, ganha um ar de protesto e faz o seu papel reconstruindo a arquitetura por meio do discurso poético da fotografia.
O ensaio fotográfico Poesia Concreta faz um registro da arquitetura urbana através dos detalhes das construções antigas. O bucolismo da flora brota entre o abandono dos prédios, os raios do sol iluminam espaços esquecidos e o contraste dos tons enriquece a essência da arte encravada nas fachadas.
O que a tradição construiu, hoje é destruído com o descaso. O ensaio Poesia Concreta vai além do registro, ganha um ar de protesto e faz o seu papel reconstruindo a arquitetura por meio do discurso poético da fotografia.
clique nas fotos para ampliá-las
Larissa Wilson: